Banco deve iniciar a terraplanagem do terreno na próxima quarta-feira, 1º de fevereiro
Letícia Guimarães
De Mogi Mirim
No fim da tarde desta segunda-feira, 23, terminou a ‘novela’ entre o Itaú-Unibanco e a Prefeitura de Mogi Mirim. O banco confirmou a vinda do Centro Tecnológico de Operações (CTO) para a cidade, disputa que vinha ocorrendo com Campinas até quinta-feira, 19.
Na semana passada, conforme publicado no Jornal Cidade, o Itaú-Unibanco havia dispensado Campinas das negociações e adiantou que o anúncio de que Mogi Mirim seria escolhida fosse dado no início dessa semana.
A aprovação da cidade foi concluída com a entrega da escritura das terras ao banco e com o pagamento de R$ 1 milhão em impostos e taxas à Prefeitura e do valor de R$ 100 mil ao Serviço Autônomo de Água e Esgotos (Saae). O Itaú-Unibanco enviou nota à imprensa na última segunda-feira comunicando a decisão. A assessoria e a Prefeitura convocaram uma entrevista coletiva, com o prefeito Carlos Nelson Bueno (PSDB) para tratar o assunto.
Durante a coletiva, o prefeito ressaltou a importância do empreendimento para a cidade, dizendo que o CTO “terá importância semelhante à que a International Paper (na época Champion) teve para Mogi Guaçu quando foi implantada”. Segundo ele, o data center influenciará toda a região.
Um dos pontos destacados foi a necessidade de profissionais qualificados para trabalhar na empresa, o que pode elevar o nível de ensino nas escolas técnicas e na Faculdade de Tecnologia (Fatec) de Mogi Mirim.
A infraestrutura disponibilizada ao empreendimento poderá gerar uma “grife” para o município, uma vez que, a energia elétrica e fluxo de água precisarão ser constantes para o funcionamento do CTO. “Mogi Mirim poderá se tornar referência nacional por estar abrigando um empreendimento deste porte, o que pode atrair mais empresas”, explica o prefeito.
Mogi X Campinas
De acordo com Carlos Nelson não faltou profissionalismo para que Campinas conquistasse o CTO. Ele atribui a vitória de Mogi Mirim à insegurança política na cidade concorrente, gerada pelos escândalos ocorridos no ano passado. “Campinas teve azar, então a sorte ficou com Mogi”, disse.
O prefeito justificou a cautela em tratar publicamente o assunto dizendo que “se fosse anunciada a vinda antes da confirmação, o banco poderia recuar e poderia haver ceticismo por parte da população”. Segundo ele, mesmo antes da ‘martelada final’, não havia receio de perder o data Center.
“O diferencial oferecido por Mogi Mirim à empresa foi a segurança e a agilidade nas negociações, sem abrir mão das regras do Município”, afirma o chefe de Gabinete Gerson Luiz Rossi (PPS).
Próximos passos
Carlos Nelson afirma que nos próximos anos deverá ser implantado em Mogi Mirim um hospital municipal, para atender à demanda da população existente hoje e dos futuros moradores da cidade, que virão por conta do data center. Além disso, será preciso fazer melhorias no aeroporto e no Paço Municipal. “É possível que na próxima modificação do Plano Diretor essas questões sejam contempladas”.
De acordo com o prefeito, o Governo Estadual deverá instalar um “linhão” de energia elétrica não só para suprir as necessidades do CTO, mas também para beneficiar futuras empresas que se instalarão em Mogi Mirim.
A brigada de incêndio da cidade também poderá ser aprimorada, já que um empreendimento deste porte necessitará de atendimento em caso de acidentes. “Pode ser que os vereadores repensem a decisão de arquivar o projeto sobre a taxa dos bombeiros”, cogita Carlos Nelson.
Solenidade
Para apresentar oficialmente Mogi Mirim como sede do CTO e formalizar a parceria, o banco promoverá uma solenidade na sexta-feira, às 16 horas no Clube Mogiano. O evento contará com a presença do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.
Imagens: Pasta Coletiva CTO
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Créditos: Letícia Guimarães
Legenda: A vice-prefeita Flavia Rossi, Carlos Nelson Bueno e o chefe de Gabinete Gerson Luiz Rossi no anúncio de Mogi Mirim como sede do CTO