Por Felipe Tonon
Ontem, a atual administração da Acimg (Associação Comercial e Industrial de Mogi Guaçu), que tem como presidente Edson Bombo, divulgou nota à imprensa sobre os resultados de uma auditoria realizada na entidade, referente ao ano de 2009, quando ainda era presidida pelo empresário Almir Mascarini. Segundo as informações, foram constatadas irregularidades em obras, movimentações financeiras e até em doações.
A nota, assinada pelo atual presidente, informa que a Acimg contratou uma empresa de auditoria, a Conaud Auditores Independentes, para fazer o levantamento das atividades da entidade no período de 1º de janeiro de 2009 a 28 de fevereiro deste ano. Neste período a associação era presidida por Mascarini. Após a conclusão do trabalho da Conaud, foram encontradas diversas irregularidades.
De acordo com a Acimg, apesar do relatório se referir a um curto período de análise, foram detectadas várias ações que foram realizadas em desacordo com o estatuto da entidade. A compra de brindes para colaboradores, presentes de casamento a parentes, ausência de relatório de viagens, saques de conta corrente da entidade com posterior depósito sem comprovação do uso do dinheiro e doação de pequeno valor para famílias carentes sem identificar os beneficiários, foram algumas das irregularidades encontradas.
Entretanto, a principal preocupação da entidade está na forma como foram conduzidas as construções realizadas no período auditado. Segundo a nota, as obras aconteceram na informalidade. “O uso de profissionais autônomos para sua realização (obra) não é uma forma segura de contratação, pois há risco de vínculos empregatícios, assim como não é correto a forma de recolhimento de INSS da obra, bem como a ausência de habite-se de funcionamento”, dizia o comunicado.
Sem Resposta
Após a análise dos resultados, a Acimg informou que irá criar normas e procedimentos que tenham como base, o estatuto em vigor como forma de inibir novas irregularidades. Os novos procedimentos também acontecerão a fim de reduzir gastos e equilibrar as finanças da Associação, que hoje conta com 1,4 mil associados.
O JC entrou em contato com o ex-presidente Almir Mascarini na sua empresa, AMM Caminhões. Em duas ligações a reportagem foi informada que ele estava ocupado. Em uma terceira tentativa a informação era de que Mascarini não se encontrava. Na sua casa ele também não foi localizado. Por último a reportagem tentou falar no celular de Mascarini, também sem sucesso. O JC esclarece que deixa este espaço à disposição do ex-presidente da Acimg para quaisquer esclarecimentos.