Por Anderson Mendes
Estão encerrados os trabalhos da CEI (Comissão Especial de Inquérito) da Foxx, cujo prazo final para a conclusão das investigações venceu no último domingo, 22. O relatório final montado dia 20 pelo vereador Celso Luiz (PV), relator da comissão, concluiu pela idoneidade do processo licitatório e da contratação da Foxx Ambiental para prestação de serviços auxiliares na limpeza pública da cidade.
O relatório final, acatado pelo presidente da CEI, vereador Wanderley Brunheroto, no entanto, não teve o aval do vereador Ivens Chiarelli (PMDB), que trabalhou como secretário nesta comissão, aberta a pedido dele próprio. “A conclusão dos trabalhos foi prematura. Muitas questões ficaram sem respostas. Como podem concluir uma CEI cheia de buracos?”, avaliou o peemedebista.
Ivens promete montar um relatório próprio sobre o caso, incluindo as perguntas que ficaram sem respostas, e encaminhá-lo ao Ministério Público. “Vou apresentar o meu documento junto com o relatório final da comissão à Promotoria e pedir para apurar a razão de a empresa ter ignorado a CEI”, informou o secretário da comissão. Ele se referia a falta de informações por parte do gerente administrativo da Foxx, Hugo Pardin Torrezan, ouvido pela comissão em maio.
Idoniedade
O relator Celso Luiz disse que as perguntas que ficaram sem respostas não influiriam na decisão final da CEI, porque se trata de questões internas da empresa como, por exemplo, o número de funcionários, quanto ganham, etc. “O que importa é que verificamos a idoneidade do processo licitatório e da contratação da empresa. E o mais importante é que os serviços prestados estão a contento. A cidade está visivelmente mais limpa”, finalizou Celso Luiz.
O contrato da Foxx com a Prefeitura, assinado em janeiro, era de até R$ 4,4 milhões por quatro meses, prorrogado em maio pelo mesmo período e valor. Ou seja, o contrato vence em setembro e a Foxx Ambiental pode receber até R$ 8,8 milhões. “A empresa recebe por serviço prestado. É muito provável que ela receberá bem menos do exposto no contrato”, observou Celso Luiz.