Por Gabriela Zacariotto
Em toda a região, o tempo seco registrado nos últimos dias tem trazido desconforto para a população, principalmente às crianças e pessoas alérgicas, as principais vítimas dos efeitos desse clima desértico. Em Mogi Guaçu, segundo dados do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura), não chove desde o dia 17 de julho e em Mogi Mirim a seca começou no dia 15 do mesmo mês.
Com a longa estiagem, a umidade do ar está comprometida e o problema é verificado em toda a região de Campinas. Na última quarta-feira, a umidade relativa do ar na região era de apenas 18,7%, número preocupante. De acordo com dados de pesquisas, o valor ideal da umidade do ar varia de 50% a 80%. Ainda na região, de acordo com o Cepagri, a umidade relativa do ar ficou abaixo dos 30% durante nove dias e até este domingo, 29, não há perspectiva de chuvas.
Por enquanto, as previsões indicam que não deve chover na região e a umidade deve continuar baixa, registrando ainda altas temperaturas. Com os baixos índices registrados, o estado de alerta foi acionado pelas autoridades do Estado. A recomendação é para que se evitem a prática de exercícios físicos ou aglomerações.
Hidratação
Além disso, medidas devem ser tomadas para umidificar o ambiente, como colocar bacias com água em quartos ou toalhas úmidas dependuradas no ambiente, podem ajudar a amenizar o desconforto causado pelo clima seco. Por causa do ar seco, as maiores vítimas são as crianças, idosos e indivíduos com doenças respiratórias crônicas. Os especialistas orientam as pessoas que, nesse período de estiagem, o importante é manter o corpo hidratado, evitar atividades ao ar livre durante o dia, não frequentar ambientes fechados e manter-se longe da poeira.
Apesar da seca, atendimentos hospitalares caíram em agosto
Apesar do clima seco, que causa grande desconforto para muita gente, a procura por atendimentos na Uana (Unidade de Atendimento Não Agendado), de Mogi Mirim, de pessoas com problemas respiratórios está caindo na cidade, em comparação com os meses de julho e julho.
O período de inverno, tradicionalmente, registra mais atendimentos por conta de problemas respiratórios, que só vão caindo de acordo com a chegada do calor e das chuvas.
No mês de junho, 452 pessoas haviam sido atendidas por causa de infecções agudas das vias aéreas superiores. Em julho, o número caiu para 460 e neste mês está em 166. Em relação à sinusite aguda, foram recebidas 101 queixas em agosto, contra 247 em junho e 201 em julho. Seguindo o mesmo comportamento, os registros de pneumonia passaram de 196 em julho para 47 em agosto. Já os casos de faringite aguda, que atingiram o pico de 112 no mês em que se inicia o inverno caíram para 37 agora.