Da Redação
Esta semana, um novo avanço foi registrado na ação promovida pelo Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgotos) contra a empresa Matsuda Engenharia, de Mogi Mirim, por causa dos vazamentos verificados nos reservatórios de água do Parque Real e Residencial do Bosque. A empresa Matsuda, que realizou a construção dos reservatórios, afirma que a responsabilidade pelos vazamentos é da autarquia, que teria demorado para encher as caixas d’água.
Já o Saae credita os problemas a falhas no projeto da construtora. Sem que houvesse um acordo sobre quem deveria arcar com os gastos de manutenção dos reservatórios, a autarquia moveu um processo para que a Justiça determine de quem é a responsabilidade sobre o problema.
Além de solicitar os reparos necessários o Saae ainda pede uma indenização por danos morais e materiais.
O valor total da ação é de R$ 2,8 milhões. Também esta semana, um perito judicial esteve na cidade avaliando os dois locais. Agora, ele terá um prazo de 30 dias para entregar seu relatório com parecer sobre o caso.
Imbróglio
No fim do mês passado, a Justiça concedeu uma liminar solicitada pelo Saae para que os consertos fossem realizados pela Matsuda. A empresa, porém, recorreu da liminar e conseguiu um prazo maior para apresentar a defesa e adiar o conserto dos reservatórios. O período se encerra no próximo dia 28.
No fim da tarde de quarta-feira, a autarquia entregou uma petição para que a empresa Matsuda pudesse dar início às obras de conserto antes de uma nova decisão judicial que estivesse baseada no relatório do perito.
O juiz Severino Gonçalves Farias Filho, decidiu deferir o pedido somente após o dia 29, já que a empresa Matsuda ainda tem prazo para se defender e derrubar a primeira liminar.