Por Gabriela Zacariotto
Os vereadores mogimirianos adiaram, pela segunda vez consecutiva, a votação dos projetos de lei dispondo sobre a seção do antigo imóvel do Mercadão ao Sicovamm (Sindicato do Comércio Varejista de Mogi Mirim). No entanto, as discussões ficaram longe do plenário e foram travadas em rodas de conversa. Para tratar do assunto, o Executivo enviou dois projetos para a avaliação dos legisladores.
Um deles fala sobre a mudança de uso da área e o segundo cede o imóvel ao Sindicato. Este último recebeu uma emenda da vereadora Márcia Róttoli (PT), alertando que o prédio não pode ser cedido diretamente para o sindicato, além de salientar que o uso do antigo mercadão por alguma entidade, só poderá ser feito por meio de licitação.
Os projetos já chegaram a ir à votação na última sessão da Câmara do primeiro semestre, mas os vereadores solicitaram o adiamento da votação por 15 dias para poder analisar melhor a questão. O prazo se encerrou na última segunda-feira e os vereadores ainda não se mostraram seguros para deliberar sobre o assunto. As mesmas questões levantadas no mês de julho voltaram à tona em uma reunião informal realizada em plenário.
Alguns dos vereadores, como Gustavo Stupp (PDT), questionavam a realização da licitação para o uso do imóvel, insinuando que apesar do processo, isso poderia ser direcionado de acordo com os interesses da administração municipal. “Quem vai fazer a licitação é a Prefeitura e é aquela coisa, se quiser que alguém ganhe a pessoa ganha”, cutucou.
Outros vereadores disseram que, apesar de confiarem no processo licitatório, não estavam certos sobre os benefícos da terceirização do imóvel. Este é o caso do vereador Marquinhos da Farmácia (PDT) que defende a ideia de que o prédio do antigo Mercadão poderia ser melhor utilizado caso abrigasse departamentos da própria Prefeitura e que hoje ficam em imóveis alugados.
Já o tucano Robertinho Tavares (PSDB), afirma que o tempo de cessão de 50 anos, estipulado no projeto, era muito longo. Em defesa do projeto, o vereador João Carteiro (PMDB) afirmou que a matéria precisava ser votada logo. “Vai ficar aquele prédio parado até quando? A gente tem que decidir”, cobrava. Por fim, mesmo sem unanimidade em torno da proposta, os vereadores adiaram novamente o projeto, desta vez por 60 dias.
Clima Quente
Os vereadores também aprovaram na noite de ontem um requerimento de autoria de Marquinhos da Farmácia, solicitando a presença da vice-prefeita e diretora do Departamento de Educação, Flávia Rossi, na Câmara. O vereador quer que ela explique porque o convênio com a FAJ (Faculdade de Jaguariúna), que ofereceria descontos nas mensalidades aos alunos mogimirianos, ainda não foi assinado.
O assunto gerou polêmica entre os legisladores, com discussões acaloradas. O vereador José Fernandes (PTB), chegou a insinuar que Marquinhos teria interesse pessoal na questão, já que uma das filhas dele estuda naquela instituição. Marquinhos respondeu que sua filha já havia terminado o curso. Apesar do clima pesado, o requerimento foi aprovado e a presença de Flávia é esperada para a próxima segunda-feira, 23.